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Dosimetria individual.

Dosimetria individual.

A dosimetria individual, ou dosimetria pessoal, é um procedimento de proteção radiológica que visa preservar a saúde dos trabalhadores e minimizar os riscos devido ao uso ou o contato com as radiações ionizantes. Esse serviço é por meio da monitoração externa da dose de radiação absorvida por um indivíduo ocupacionalmente exposto durante sua jornada de trabalho, geralmente em hospitais, clínicas, indústrias e locais de ensino e pesquisa.
As normas mundiais do setor estabelecem que profissionais ocupacionalmente expostos à radiação ionizante devem utilizar, em sua jornada de trabalho, um monitor de tórax, para estimar a dose efetiva de corpo inteiro, e, de acordo com a atividade exercida, também um monitor de extremidade, em forma de anel ou pulseira.

A medição da quantidade de radiação que incide é feita por meio de dispositivos chamados dosímetros ou monitores, que são capazes de converter a energia depositada pela radiação em um volume definido em parâmetros mensuráveis e que podem ser correlacionados com a radiação incidente em função de seu tipo, energia, intensidade e quantidade. Lodo, dessa maneira, é possível medir a exposição, a dose, a dose equivalente e a atividade, usando unidades convencionais e suas respectivas conversões para o sistema internacional.
Os dosímetros ou monitores podem ser de tipo ativo ou passivo. Os primeiros não são usados, no Brasil, com finalidade de monitoração pessoal, embora sejam úteis para conhecimento instantâneo da presença e medição de radiação ionizante, sendo empregados como alarme de limiar de dose de radiação. Esses monitores ativos funcionam com detectores a gás e detectores de estado sólido, com diodos, mosfets, DIS e eletretos.
Já os monitores passivos são usados, conforme as normas técnicas nacionais, para serviços de monitoração individual externa, embora possam ter também outras finalidades.
Logo, esse tipo de dosímetro funciona com diferentes tecnologias, por meio de filmes (dosimetria fotográfica), além das tecnologias de dosimetria por luminescência térmica (TL) e luminescência ótica (OSL). Há ainda aplicações com os outros tipos de dosímetro, por exemplo, com plásticos, para irradiação de alimentos, ou gel, usado em pesquisas de radioterapia para verificação da dose em três dimensões.
No Brasil, a periodicidade da dosimetria individual externa é mensal, conforme regulamentação vigente. Assim, os dispositivos de monitoração são utilizados pelo período de 30 dias, sendo entregues aos clientes e depois devolvidos para a devida análise. Esse processo de monitoração é feito por meio de tecnologias e métodos específicos, com procedimentos normatizados por órgãos técnicos, como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho.